A luta hoje parece se tornar mais pesada dia a dia, como se o
único alvo dos ataques de Satanás fosse nós,
os crentes. Por isso, na era atual, o problema que existe é
se você e eu podemos perseverar até a última
meia hora. "[Satanás] Magoará os santos do
Altíssimo" (Dn 7.25). Magoar tem aí o sentido
de "desgastar", consumir devagar. É muito mais
difícil reconhecer Satanás como aquele que desgasta
os santos do que um Satanás que ruge como um leão.
E a sua obra de consumir lentamente os santos já começou.
Sempre que vou à Montanha Kuling, caminho ao longo da correnteza
que há ali. Freqüentemente vejo rochas enormes, mas
que são côncavas no meio como bacias de tomar banho.
Isto acontece por causa das muitas pedrinhas que diariamente as
desgastam. Do mesmo modo Satanás trata os filhos de Deus.
Em lugar de matá-los de um só golpe, tenta desgastar
os santos, dia a dia, de modo que sem que percebam acabam gravemente
feridos depois de algum tempo.
Os olhos do Senhor estão sobre nós, portanto não
temamos o sofrimento. Se acontecer de nós nos desviarmos
com medo do sofrimento, todos os nossos sofrimentos do passado
terão sido em vão. Uma pessoa profundamente espiritual
escreveu certa vez:
Quando lemos 2 Tessalonicenses 2.3 e 2 Timóteo 3.1-13,
ficamos sabendo que antes do dia da volta do Senhor haverá
apostasia e dias perigosos quando a maldade e a mentira aumentarão
grandemente. Tal apostasia não se refere à educação,
gigantescas reuniões, pastores capazes, catedrais maravilhosas
e progresso mental e físico. Relaciona-se com a fé
e o reconhecimento do poder de Deus. Aponta para igrejas renomadas
que se inclinam para a chamada Alta Crítica (na verdade
não passa de incredulidade), e negam as obras sobrenaturais
de Deus, tais como a regeneração, a santidade, orações
atendidas e a revelação do Espírito Santo.
Antes da vinda do Senhor, haverá muita fraude e muito erro;
e, se fosse possível, até os escolhidos seriam enganados.
A "forma da piedade" será aumentada. A fé
será diminuída por causa de credos falsos, engendrados
por Satanás, e também o amor pelo mundo e a negação
da palavra de Deus. Um irmão disse bem: tais obras satânicas
produzirão um efeito intangível que nos envolverão
como o ar. Haverá uma forma de piedade exterior, mas por
dentro estará cheia de maus espíritos e da melancolia
do inferno. Esses espíritos malignos farão o máximo
para desviar e oprimir os filhos de Deus. Atacarão nosso
corpo, diminuirão nossa vontade e embrutecerão nossa
mente. Toda espécie de sensações e provações
estranhas nos sobrevirão, fazendo-nos perder o desejo de
buscar a Deus e a força de fazê-lo, cansando nosso
espírito, embotando nossa mente e tornando-a entorpecida
e, ao mesmo tempo, fazendo-nos estranhamente amar os prazeres
e costumes do mundo como também cobiçar as coisas
proibidas por Deus. Perderemos a liberdade e o poder de pregar;
não poderemos nos concentrar para ouvir as mensagens; e
seremos incapazes de nos ajoelhar para orar dedicadamente por
algum período mais longo. Tais trevas e tal atmosfera deverão
ser enfrentadas com resolução. Sem dúvida
Satanás procura obscurecer nossa mente e vontade com uma
espécie de poder inconcebível para que se torne
extremamente difícil andar com Deus e muito fácil
viver de acordo com a carne. Acharemos que é difícil
servir a Deus fielmente e orar com perseverança, como se
tudo dentro de nós se levantasse para impedir-nos de seguir
o Senhor Jesus até o fim e fazer-nos concordar com o mundo.
A atmosfera à nossa volta nos obrigará a trair a
Deus e a desistir de nossas sinceras orações. Embotará
nossa sensibilidade espiritual para que não vejamos as
realidades celestiais ou a gloriosa presença do Senhor.
Assim facilmente negligenciaremos a comunhão com Deus e
descobriremos que é difícil manter comunhão
com ele.
Já estamos sentindo o começo destas influências.
A concupiscência do mundo tece sua rede extensa de muitas
maneiras à volta dos crentes. Torna-se cada vez mais
apertada e mais forte com o passar do tempo. Muitas coisas que
nas gerações passadas eram inimagináveis
agora estão sendo praticadas sem restrição.
Muitos lugares de adoração não só
resistem à entrada de coisas espirituais, bloqueando
reavivamentos, mas também introduzem toda espécie
de festejos e coisas duvidosas.
Falando de um modo geral, em todo o mundo, a diminuição
da fé e o desenvolvimento da apostasia são evidentes.
Naturalmente, reconhecemos que ainda há muitos lugares
abençoados por Deus. Mas examinando a situação
da igreja no mundo inteiro como um todo, não deixa de apresentar
um quadro digno de dó.
Tendo visto estas coisas, não podemos deixar de gritar
à igreja de Deus que se levante, que desperte, que retorne
à comunhão com Deus e que agrade ao Senhor no
tempo que ainda resta. Estejamos preparados para comparecer
diante do tribunal de Cristo e apresentar o nosso caso.
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