Uma
Revelação Especial Para os Eruditos?
É
possível sentirmos que há um certo elitismo
na implicação de que os eruditos são
capazes de conhecer Jesus melhor do que nós, que não
temos as mesmas "qualificações". Por
acaso Deus é parcial e se revela de modo diferente
para os que tiveram acesso à educação
superior? Esses "especialistas" nunca são
apresentados como servos humildes de Cristo, que conhecem
o Senhor e estão vivendo em obediência à
Sua Palavra. Ao invés disso, a ênfase recai sobre
sua formação acadêmica. Seus títulos
de PhD são usados como uma espécie de "permissão
especial" para revisar, aviltar, contradizer e questionar
a Palavra de Deus.
O
Senhor não se impressiona com as credenciais acadêmicas
deste mundo. Como é trágico quando a Igreja
chega ao ponto de valorizar tanto a sabedoria mundana que
as escolas cristãs, e até os seminários,
acabam comprometendo a verdade para poderem receber algum
crédito dos inimigos da cruz. Os critérios usados
por Deus são bastante distintos.
Enquanto
no meio secular um alto nível de escolaridade pode
ser algo benéfico, isso não tem relação
alguma com se conhecer, obedecer e agradar ao Senhor. Abraão,
que foi chamado "amigo de Deus" (Tg 2.23), não
era um erudito. Na verdade, a sabedoria deste mundo é
um empecilho para se conhecer a Deus e as coisas reveladas
pelo Espírito Santo. Paulo escreveu: "...aprouve
a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação
...nós pregamos a Cristo crucificado ...loucura para
os gentios ...Porque a sabedoria deste mundo é loucura
diante de Deus ...a fim de que ninguém se vanglorie
na presença de Deus" (1 Co 1.19-29; 3.19).
Jesus
disse: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes
e não vos tornardes como crianças, de modo algum
entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Naquela
hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças
te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque
ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos
e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim
foi do teu agrado" (Lc 10.21). Tudo aquilo que caracteriza
os "eruditos de boa formação" opõe-se
à atitude que devemos ter em nossa humilde caminhada
com o Senhor.
Deus
declara: "habito... com o contrito e abatido de espírito...
eis para quem olharei: para o pobre [humilde] ...que treme
da minha palavra" (Is 57.15; 66.2). Mas os "eruditos
da Bíblia", como os do Jesus Seminar (um grupo
de teólogos liberais formado nos EUA para discutir
a veracidade das palavras de Jesus nos Evangelhos –
N.T.), entre outros aos quais a mídia recorre devido
ao seu suposto conhecimento de Deus e de Cristo, estão
muito longe de tremer diante da Palavra de Deus. Quando são
solicitados a dar sua opinião sobre Deus e Cristo,
eles colocam a si mesmos como juízes da Bíblia,
como se tivessem autoridade para destrinchá-la.
Durante
esse processo eles violam o bom-senso, tentando impor suas
idéias pré-concebidas na sua leitura do texto
bíblico. O que esses eruditos fazem nunca seria aceito
num tribunal de justiça. Apesar de terem nascido mais
de 1900 anos depois da ocorrência dos fatos, eles têm
a audácia de contradizer os relatos das testemunhas
oculares – mas mesmo assim milhões de pessoas
os levam a sério, fazendo-os se sentirem capazes de
reinventar a história e o passado. Ao contemplar tal
situação, lembro-me da expressão satírica
que era sussurrada nos tempos da Cortina de Ferro: "A
União Soviética é o único país
com um passado imprevisível".
Um
Deus Sem Poder
Caso
esses "experts" realmente acreditem em um deus,
ele não faz milagres. Por isso eles dizem que o Mar
Vermelho não poderia se abrir para que os israelitas
atravessassem em terra seca, que as muralhas de Jericó
não poderiam ter caído como relatou Josué
(que estava lá e viu aquilo acontecer), que Jesus não
poderia ter literalmente caminhado sobre a água, curado
os doentes, ressuscitado pessoas, alimentado 5.000 com alguns
pães e peixes, morrido por nossos pecados e ressurgido
dentre os mortos (deve haver alguma outra explicação
para a sepultura vazia!). Tal incredulidade é televisionada
para o mundo inteiro como sendo a verdade, enquanto aqueles
que podem provar a veracidade da Bíblia raramente têm
oportunidade de expressar suas opiniões. Como resultado,
milhões de pessoas passam a acreditar que a Bíblia
é uma coleção de mitos, como afirmam
os apresentadores de TV.
Esses
simpósios altamente prestigiados, transmitidos pelo
rádio, pela televisão e divulgados na mídia
impressa, exploram novas idéias sobre Deus e Cristo
para o homem moderno. Considerando o grande entusiasmo com
que a série de livros sobre Harry Potter foi recebida,
os eruditos parecem estar em sintonia com o tempo em que vivemos.
Um novo mito, aceitável por todos, poderia dar sustentação
a uma nova religião mundial que unificaria o mundo
– algo que Jesus não tentou fazer. Cristo não
veio para "dar paz à terra... antes, divisão"
(Lc 12.51).
A
Religião da Unificação
Os
povos da terra, entretanto, querem um homem que seja capaz
de trazer paz e unidade. Quem conseguiria tal feito senão
o Anticristo, como a Bíblia prevê? Jesus disse
aos judeus: "Eu vim em nome de meu Pai, e não
me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente,
o recebereis" (Jo 5.43). Essas conferências conduzidas
por "especialistas em Bíblia" e os especiais
exibidos pelas emissoras de TV servirão apenas para
preparar o mundo para o "homem da iniqüidade".
A
Influência do Cristianismo
Numa
discussão realizada na internet depois de um programa
de tom humanista e cético apresentado na TV, alguém
perguntou: "Por que os rabinos e as autoridades romanas
não mostraram o corpo de Jesus, se Ele continuava morto?"
O apresentador respondeu: "Eu confesso que esse assunto
é muito complicado de entender..." Mas esse é
o cerne do cristianismo! Como um programa de TV poderia hipoteticamente
falar sobre Jesus e minimizar a ressurreição?
O apresentador enfatizou o impacto positivo que Jesus, Seus
exemplos e ensinamentos tiveram sobre o mundo. Porém,
se os primeiros seguidores de Jesus Cristo eram mentirosos
e tentaram fazer com que um homem que estava morto parecesse
estar vivo, que tipo de influência é essa? Ele
tratou do assunto com evasivas, dizendo: "a questão
da ressurreição talvez seja a mais delicada
de todas elas".
O
mesmo apresentador afirmou que quase todos os entrevistados
em seu programa eram cristãos. O título de "cristão"
foi usado apenas para designar os discípulos de Cristo
(At 11.26). Para ser um cristão a pessoa precisa ser
um discípulo/seguidor de Cristo, crer nEle e obedecer
aos Seus ensinamentos. Os eruditos alegam que o Novo Testamento
não é preciso, portanto, não podemos
ter certeza de quem Jesus realmente era, o que Ele fez e o
que ensinou. Se esse é o caso, usar o título
de "cristão" é tanto falso quanto
tolice. Como uma pessoa pode ser um seguidor de alguém
sobre o qual não há um registro preciso de quem
era, do que disse e o que fez?
O
apresentador ainda afirmou que a "busca por Jesus"
foi "uma das experiências mais enriquecedoras de
minha vida como jornalista... quando tive a oportunidade de
ir em busca daquilo que é possível saber sobre
Jesus, o homem". Mesmo assim essa "busca" substituiu
os registros de testemunhas oculares por meras especulações.
Perguntado por que acreditava que os Evangelhos foram escritos
numa data posterior, o jornalista respondeu: "Baseamo-nos
nos historiadores e eruditos". Não, ele se baseou
em alguns "especialistas" que não acreditam
na veracidade da Bíblia, ignorando multidões
de outros que são igualmente qualificados e poderiam
provar que ela é verdadeira.
Abordagem
Tendenciosa
Ele
também foi questionado sobre o porquê de seu
programa ter sido "tão tendencioso em favorecer
aqueles que rejeitam a precisão histórica da
narrativa nos Evangelhos" (até mesmo o padre católico
presente era cético quanto a isso) e por que apresentou
mais especulações do que fatos". Sua resposta
foi: "para aqueles que interpretam os Evangelhos literalmente...
o que existe de mais poderoso neles é precisamente
o fato de que, por exemplo, a narrativa do nascimento de Jesus...
comprova as profecias e mostra que ele era o Messias".
Mas ele nunca explicou porque ignorou essa prova na TV.
Um
dos especialistas convidados (John Dominic Crossan, "o
mais famoso especialista em Jesus do mundo" e co-fundador
do Jesus Seminar) foi perguntado porque o programa "não
teve a presença de mais eruditos conservadores".
Ele desculpou-se, dizendo que: "nós sempre damos
ouvidos ao outro lado [o conservador]". Isso não
é verdade, pois escutamos muito mais o lado dele, que
afirma que os Evangelhos são "uma história
cheia de metáforas e não um evento histórico"
e que os primeiros cristãos "não permitiram
que a morte [de Cristo] desse fim ao seu movimento... mas
insistiram [falsamente] que Deus havia vindicado a Jesus ao
ressuscitá-lo dos mortos". Crossan foi perguntado
porque não deu atenção ao encontro do
Cristo ressurreto com Saulo de Tarso, que levou à conversão
deste, fazendo com que deixasse de ser um perseguidor da Igreja
e se tornasse seu principal apóstolo. Ele tentou responder
essa pergunta evasivamente, admitindo que os eruditos do Jesus
Seminar não têm uma opinião unânime
e que suas conclusões foram decididas por votação.
É isso que eles chamam de "erudição"?
O
ceticismo é válido apenas para evitar que uma
pessoa seja enganada por uma fraude. As seitas crescem apenas
porque as multidões estão dispostas a seguir
um líder religioso autoritário (apesar de seus
ensinos e profecias falsos que contradizem diretamente o que
a Bíblia ensina). Pessoas como Joseph Smith, Mary Baker
Eddy, as Testemunhas de Jeová, o papa ou Maomé,
e qualquer um que diga ser o único detentor da verdade,
são exemplos disso. Contudo, qualquer pessoa racional
deveria exigir evidências sólidas antes de confiar
o seu destino eterno a uma crença religiosa.
A
Supremacia da Bíblia
A
Bíblia prova sua validade com fatos e eventos reais
da história que foram profetizados milhares de anos
antes de ocorrerem, um cumprimento que o mundo pôde
testemunhar. O mesmo não pode ser dito do Corão,
dos Vedas hindus, das palavras de Buda ou Confúcio,
do Livro de Mórmon ou de qualquer outro escrito religioso.
Irvin H. Linton expressou isso em seu livro A Lawyer Examines
the Bible (Um Advogado Examina a Bíblia): "duvidar
não é pecado, mas satisfazer-se em continuar
tendo dúvidas enquanto Deus providenciou ‘tantas
provas infalíveis’ para solucioná-las,
é [pecado]..." Esses eruditos dão a impressão
de que nenhuma pessoa, com um mínimo de inteligência,
pode crer na Bíblia. Pelo contrário, muitos
dos maiores intelectuais da história (alguns dos quais
fariam os "experts" de hoje parecerem tolos) afirmaram
que a Bíblia oferece provas concretas de tudo aquilo
que afirma. Foi o que testemunhou Daniel Webster, que certamente
pode ser considerado uma das mentes mais brilhantes dos últimos
séculos: ele cria no nascimento virginal de Jesus,
em Sua divindade, em Seus milagres, na Sua morte vicária
pelos nossos pecados e em Sua ressurreição.
Ninguém
é mais capacitado a examinar as evidências do
que aqueles que exercem profissões relacionadas com
a lei e os aspectos legais – e a maioria dos mais famosos
advogados, juízes e criminologistas humildemente reconheceu
que a Palavra de Deus é verdadeira, dando testemunho
de fé em Jesus Cristo, baseando-se nas evidências
que eles próprios examinaram criticamente. Entre eles
estava Sir Robert Anderson, chefe da Divisão de Investigações
da Scotland Yard. É inegável que ele foi um
dos maiores investigadores de todos os tempos. Os livros que
escreveu tornaram-se clássicos, especialmente The Coming
Prince (O Príncipe Vindouro). Essa obra prova que Cristo
cumpriu a incrível profecia de Daniel 9, que descrevia
o dia em que o Messias entraria em Jerusalém montado
num jumentinho e seria exaltado, mas quatro dias depois seria
crucificado. Seu outro livro, Daniel in the Critics’
Den (Daniel na Cova dos Críticos), confronta as tentativas
dos críticos em desacreditar as profecias do livro
de Daniel que validam a Bíblia.
Lord
Caldecote, ministro da Justiça da Inglaterra, declarou:
"...o Novo Testamento... daria um caso tremendo... se
considerarmos apenas as evidências, pois os fatos nele
contidos... [incluem] a ressurreição..."
Lord Lyndhurst, um dos maiores conhecedores de legislação
da Inglaterra, disse: "Eu sei muito bem o que é
uma evidência e posso assegurar que as evidências
da ressurreição permanecem inquestionáveis
até hoje". O professor Thomas Arnold, um renomado
historiador inglês, afirmou: "Não conheço
outro fato na história da humanidade que possa ser
comprovado com qualquer evidência maior e melhor...
do que Cristo ter morrido e ressuscitado dentre os mortos".
Da mesma forma, Simon Greenleaf, co-fundador da Escola de
Direito de Harvard (que foi "a maior autoridade nas cortes
americanas", de acordo com Fuller, presidente da Suprema
Corte de Justiça dos EUA), depois de examinar exaustivamente
as evidências, aceitou Jesus como Salvador. Greenleaf
escreveu Testimony of the Evangelists (Testemunho dos Evangelistas),
no qual declara que a Bíblia pode ser submetida a qualquer
teste de evidências que poderia ser exigido numa corte
de justiça e desafia seus companheiros especialistas
em Direito a examiná-la de maneira honesta.
Mártires
da Verdade
Muitos religiosos zelosos morreram como mártires –
mas o martírio dos apóstolos foi único.
Eles não morreram apenas por seu amor e lealdade a
Cristo, mas por testificar dos fatos que são a base
do cristianismo: o nascimento virginal de Cristo, Sua divindade,
Seus milagres, Sua vida sem pecado, Sua morte pelos nossos
pecados e Sua ressurreição. Ninguém é
tolo o bastante para morrer por aquilo que sabe ser uma mentira.
Todos os apóstolos tiveram mortes horríveis,
mas nenhum deles pediu p/ ser poupado da pena negando seu
testemunho sobre Cristo.
Poderíamos
citar ainda uma multidão dos mais eminentes eruditos,
cientistas, historiadores e advogados que confirmaram as declarações
citadas ao afirmar, baseados num exame minucioso, que cada
uma das palavras da Bíblia é verdadeira. Por
que os especiais de TV, filmes, conferências e simpósios
que procuram "o Jesus histórico", não
chamam essas testemunhas para mostrar as inegáveis
evidências da veracidade da Bíblia? Será
que eles realmente estão preocupados com a verdade?
A
Importância da Ressurreição
Paulo
argumentou corretamente que, se Cristo não ressuscitou
dentre os mortos, ele e os outros apóstolos eram mentirosos.
Esses supostos "eruditos" estão afirmando
que os apóstolos eram mentirosos, mas que aquilo que
ensinavam com sua mentira era tão bom que mudou o mundo
para melhor. Isso não faz sentido. Como podem mentiras
ser o fundamento para a maior influência positiva na
história?
Sim,
"a maior história de todo os tempos" é
totalmente verdadeira. Devemos nos convencer disso não
só emocionalmente, mas também baseados na sólida
evidência que Deus graciosamente nos deu em Sua Palavra.
Nós, como verdadeiros discípulos de Cristo,
temos a obrigação de ensinar isso em nossas
igrejas, escolas e lares. Precisamos também usar essas
evidências em nossa proclamação do Evangelho,
oferecendo àqueles que ganhamos para Cristo uma base
sólida para a fé. É necessário
que "examinemos as Escrituras" todos os dias, para
crescermos em Sua graça, no amor e no conhecimento
de Sua Palavra, comunicando, no poder do Espírito Santo,
essa inegável verdade aos outros.