Cap.
2: Seu Reino em Primeiro Lugar
INTRODUÇÃO
Jesus não reage ao nosso estilo de vida cheio de preocupação
dizendo que não deveríamos estar tão ocupados
com afazeres terrenos. Ele não tenta nos retirar dos
muitos eventos, atividades, e pessoas que compõem nossas
vidas. Não nos diz que o que fazemos não tem importância,
valor, ou utilidade.
Nem
sugere que devemos nos afastar de nossos envolvimentos e viver
vidas calmas, tranqüilas e retiradas das lutas do mundo.
A
resposta de Jesus para nossas vidas cheias de preocupação
é bem diferente. Ele pede de nós que substituamos
nosso ponto de gravidade, relocalizemos o centro de nossa atenção,
que mudemos as nossas prioridades. Jesus quer que deixemos as
"muitas coisas" para a "única coisa necessária".
É importante que compreendamos que Jesus não quer
de forma alguma que deixemos nosso mundo de muitas facetas.
Antes, quer que vivamos nele, mas firmemente arraigados no centro
de todas as coisas. Jesus não fala sobre uma mudança
de atividades, uma mudança de contatos, ou até
uma mudança de ritmo. Ele fala sobre uma mudança
de coraçao. Esta mudança de coração
faz todas as coisas diferentes, até mesmo quando todas
as coisas parecem permanecer as mesmas. Este é o significado
de: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino ... e
todas estas coisas serão acrescentadas". O mais
importante é onde estão nossos coraçoes.
Quando nos preocupamos, temos nossos corações
no lugar errado. Jesus pede que coloquemos nossos corações
no centro, onde todas as outras coisas irão se encaixar.
Qual
é este centro? Jesus o chama de reino, o reino do Seu
Pai. Para nós do século XX, isto pode não
ter muito significado. Reis e reinos não exercem um papel
muito importante em nossa vida diária. Mas somente quando
entendemos as palavras de Jesus como um chamado urgente para
colocar a vida do Espírito de Deus como nossa prioridade
é que podemos ver melhor o que está envolvido.
Um coração que busca o reino do Pai é também
um coração que busca a vida espiritual. Buscar
o reino, portanto, significa colocar a vida do Espírito,
dentro de nós e entre nós como o centro de tudo
que pensamos, dizemos ou fazemos.
Agora,
quero explorar em mais profundidade esta vida no Espírito.
Primeiro precisamos ver como o Espírito de Deus se manifesta
na própria vida de Jesus. Depois precisamos discernir
o que significa para nós ser chamados por Jesus para
entrar com ele nesta vida do Espírito.
A
VIDA DE JESUS
Não há muita dúvida de que a vida de Jesus
foi uma vida muito atarefada. Ele esteve atarefado ensinando
seus discípulos, pregando às multidões,
curando os doentes expelindo demônios, respondendo perguntas
de inimigos e amigos, e andando de um lugar para outro. Jesus
estava tão envolvido em atividades que se tornava difícil
ter algum tempo sozinho. Esta história nos dá
uma idéia. "À tarde, ao cair do sol, trouxeram
a Jesus todos os enfermos, e endemoninhados. Toda a cidade estava
reunida à porta. E ele curou muitos doentes de toda sorte
de enfermidades; também expeliu muitos demônios
... Tendo se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar
deserto, e ali orava. Procuravam-no diligentemente Simão
e os que com ele estavam. Tendo-o encontrado, lhe disseram:
Todos te buscam. Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros
lugares, às povoações vizinhas, a fim de
que eu pregue também ali, pois para isso é que
eu vim. Então foi por toda a Galiléia, pregando
nas sinagogas deles e expelindo os demônios" (Mt
1:32-39).
Está
claro neste relato que Jesus tinha uma vida muito cheia e raramente,
possívelmente nunca, era deixado sozinho. Pode até
nos dar a impressão de um fanático impulsionado
a transmitir sua mensagem por todo lado a qualquer custo. A
verdade, porém, é diferente. Quanto mais nos aprofundamos
nos relatos do Evangelho sobre sua vida, mais vemos que Jesus
não era um zelote tentando realizar muitas coisas diferentes
a fim de alcançar uma meta imposta por ele mesmo. Ao
contrário, tudo o que sabemos sobre Jesus mostra que
estava interessado numa coisa somente: fazer a vontade do seu
Pai. Nada nos Evangelhos é tão marcante como a
obediencia resoluta de Jesus a seu Pai. Desde suas primeíras
palavras registradas ditas no templo. "Não sabíeis
que me cumpria estar na casa de meu Pai?" -(Lc 2:49), até
suas ultimas palavras na cruz- "Pai, nas tuas mãos
entrego o meu espírito"(Lc.23:46), o único
interesse de Jesus era fazer a vontade de seu Pai. Ele disse:
"...o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente
aquilo que vir fazer o Pai..." (Jo 5-19). As obras que
Jesus fez são as obras que o Pai o enviou para fazer,
e as palavras que falou são as palavras que o Pai lhe
deu. Ele não deixa duvida sobre isto: "Se não
faço as obras de meu Pai, não me acrediteis.."
(Jo 10.-37);" ...e a palavra que estais ouvindo não
é minha, mas do Pai que me enviou" (Jo 14:24).
Jesus não é nosso Salvador simplesmente por causa
do que disse ou fez para nós. É o nosso Salvador
porque o que disse e fez foi dito e feito em obediência
a seu Pai. Por isto Paulo pode dizer. "Porque, como pela
desobediência de um só homem muitos se tornaram
pecadores, assím também por meio da obediência
de um só muitos se tornarão justos"(Rm 5:19).
Jesus é o homem obediente. O centro da sua vida é
este relacionamento de obediência com o Pai. Isto pode
ser difícil para nós entendermos, porque a palavra
"obediência" tem tantas conotações
negativas em nossa sociedade. Faz-nos pensar em figuras autoritárias
que impõem a vontade deles sobre os nossos desejos. Faz-nos
lembrar de acontecimentos infelizes da infancia ou tarefas difíceis
executadas sob ameaças de castigo. Mas nada disto se
refere à obediência de Jesus. Sua obediência
significa uma atenção total e destemida a seu
Pai amoroso. Entre o Pai e o Filho há somente amor. Todas
as coisas que pertencem ao Pai, ele confia ao Filho (Lc IO:22),
e todas as coisas que o Filho recebe, devolve ao Pai. O Pai
se abre totalmente para o Filho e coloca todas as coisas em
,suas mãos: todo conhecimento (Jo 12:50), toda glória
(Jo 8:54), todo poder (Jo 5:19-21). E o Filho se abre totalmente
para o Pai e desta forma devolve todas as coisas às mãos
de seu Pai. "Vim do Pai e entrei no mundo; todavia deixo
o mundo e vou para o Pai" (Jo 16:28).
Este
amor inexaurível entre o Pai e o Filho inclui e até
transcende todas as formas de amor que conhecemos. Inclui o
amor de pai e mãe, irmão e irmã, esposo
e esposa, professor e amigo. Mas também vai muito além
das muitas limitadas e limitantes experiências humanas
de amor que conhecemos. É um amor que cuida mas exige.
É um amor sustentador mas severo. É um amor suave
mas forte. É um amor que da vida, mas aceita a morte.
Neste divino amor Jesus foi enviado ao mundo, e por este divino
amor Jesus se ofereceu na cruz. Este amor envolvente, que sintetiza
o relacionamento entre o Pai e o Filho, é uma Pessoa
divina, co-ígual com o Pai e o Filho. Tem um nome pessoal.
É chamado Espírito Santo. O Pai ama o Filho e
se derrama no Filho. O Filho é amado pelo Pai e devolve
tudo que ele é ao Pai. O Esplríto é o próprio
amor em si, eternamente envolvendo o Pai e o Filho.
Esta comunidade eterna de amor é o centro e fonte da
vida espiritual de Jesus, uma vida de sensibilidade ininterrupta
para com o Pai no Espírito de amor. É desta vida
que o ministério de Jesus floresce. Comendo e jejuando,
orando e agindo, viajando e descansando, pregando e ensinando,
expulsando e curando, tudo foi feito neste Espíríto
de amor. Nunca entenderemos o pleno significado do rico e variado
ministério de Jesus sem que vejamos como as muitas coisas
são enraizadas em uma coisa: ouvir o Pai numa intimidade
de amor perfeito.Quando virmos isto, também compreenderemos
que o alvo do ministério de Jesus é nada menos
que nos íntroduzir nesta mais intima comunidade.
NOSSAS
VIDAS
Nossas vidas são destinadas a se tornarem como a vida
de Jesus. Afinal, o propósito total do ministério
de Jesus é levar-nos à casa do seu Pai. Jesus
não veio somente para nos libertar dos grilhões
do pecado e da morte, senão também para levarnos
à intimidade desta vida divina. Para nós é
dificíl imaginar o que isto significa. Nossa tendência
a enfatizar a distancia entre Jesus e nós mesmos. Vemos
Jesus como o Onisciente e Onipotente Filho de Deus, o qual é
inatingível para nós seres humanos caídos
e pecadores. Mas pensando desta forma, esquecemos que Jesus
veio para nos dar sua própria vida. Veio para nos elevar
à participação na comunidade de amor com
o Paí. Somente quando reconhecemos o propósito
fundamental do ministério de Jesus é que estaremos
aptos a entender o significado da vida espiritual. Todas as
coisas que pertencem a Jesus nos são dadas para que as
recebamos. Tudo que Jesus fez nós também podemos
fazer. Jesus não se refere a nós como cidadãos
de segunda classe. Ele não retém nenhuma coisa
de nós: " ... tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho
dado a conhecer" (Jo 15:15); " ... aquele que crê
em mim, farã também as obras que eu faço..."(Jo
14:12). Jesus quer que estejamos onde ele está. Em sua
oração sacerdotal, ele não deixa duvida
alguma sobre sua intenção: "... a fim de
que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em,mim
e eu em ti ... Eu lhes tenho transmitido a glória que
me tens dado, para que sejam um, como nós o somos, eu
neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na
unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste,
e os amaste como também amaste a mim. Pai, a minha vontade
é que onde eu estou, estejam também comigo os
que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste...
Eu lhes fiz conhecer o teu nome ainda o farei conhecer, a fim
de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja"
(Jo 17:2126).
Estas
palavras são uma expressão bela da natureza do
ministério de Jesus. Ele se tornou como nós para
que pudéssemos nos tornar como ele. Ele não se
apegou a sua unidade com Deus, mas se esvaziou e se tornou como
nós para, que pudéssemos nos tornar como ele e
desta forma participar da sua vida divina.
Esta
transformação radical de nossas vidas é
a obra do Espiríto Santo. Os discípulos mal conseguiam
compreender o significado de Jesus. Enquanto Jesus estava presente
com eles na carne, ainda não reconheciam sua presença
plena no Espírito. Por isto Jesus disse: "Convém-vos
que eu vá, porque se eu não for o Consolador não
vira para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo
enviarei ... quando vier, porém, o, Espírito da
verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não
falara por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido,
e vos anunciara as cousas que hão de vir. Ele me glorificará
porque há de receber do que é meu, e vo-lo há
de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é
que vos disse que há de receber do que à meu e
vo-lo há de anunciar" (Jo 16:7, 13-15).
Jesus
envia o Espírito para nos levar à plena verdade
da vida divina. Verdade não significa uma idéia,
conceito, ou doutrina mas o verdadeiro relacionamento. Ser levado
a participar da verdade é ser levado a participar do
relacionamento que Jesus tem com o Pai; é entrar no noivado
divino.
Desta
forma o Pentecoste é a conclusão da missão
de Jesus. No Pentecoste a plenitude do minístério
de Jesus se torna visível. Quando o Espírito Santo
desce sobre os discípulos e habita neles, suas vidas
são transformadas em vidas semelhantes a Cristo, vidas
moldadas pelo mesmo amor que existe entre o Pai e o Filho. A
vida espiritual é realmente uma vida na qual somos elevados
para nos tornar, participantes da vida divina.
Ser
elevado à vida divina do Pai, do Filho, e do Espírito
Santo não significa, porém, ser tirado do mundo.
Ao contrário, aqueles que entram na vida espiritual são
exatamente os que são enviados ao mundo para continuar
e concluir a obra que Jesus começou. A vida espiritual
não nos remove do mundo mas leva-nos a nos aprofundar
mais nele.
Jesus
disse para seu Pai: "Assim como tu me enviaste ao mundo,
também eu os enviei ao mundo" (Jo 17:18). Ele esclarece
que exatamente porque seus discípulos não mais
pertenciam ao mundo, podiam viver no mundo como ele vivia. "Não
peço que os tires do mundo, e sim, que os guardes do
mal. Eles, não são do mundo como também
eu não sou" (Jo 17:15-16). Vida no Espíríto
de Jesus é portanto uma vida na qual a vinda de Jesus
ao mundo, sua encarnação, sua morte, e ressurreição,
é demonstrada por aqueles que entraram no mesmo relacionamento
de obediência ao Pai que marcou a própria vida
de Jesus. Tornando-nos filhos e filhas como Jesus foi Filho,
nossas vidas se tornam uma continuação da missão
de Jesus.
"Estar
no mundo sem ser do mundo". Estas palavras sintetizam bem
a maneira que Jesus fala sobre a vida espiritual. É uma
vida na qual somos totalmente transformados pelo Espírito
de amor. Contudo é uma vida onde todas as coisas parecem
permanecer as mesmas. Viver uma vida espiritual não significa
que devemos deixar nossas famílias, abandonar nossos
empregos, ou mudar nossas formas de trabalhar; não significa
que temos de nos afastar de atividades políticas e sociais,
ou perder interesse na literatura e na arte; não exige
formas severas de ascétismo ou longas horas de oração.
Mudanças como estas podem de fato vir como frutos da
nossa vida espiritual, e para algumas pessoas decisões
radicais podem ser necessárias. Mas a vida espiritual
pode ser vivida de tantas formas quanto existem pessoas. A novidade
é que nos transferimos das muitas coisas para o reino
de Deus. A novidade que nos livramos das coerções
do mundo e colocamos nossos corações na únlca,
coisa necessária. A novidade é que não
experimentamos mais as muitas coisas pessoas e acontecimentos
como motivos infindáveis de preocupação,
mas começamos a experimentá-los como maneiras
ricas e variadas nas quais Deus manifesta sua presença
para nós.
De
fato, viver uma vida espiritual requer uma mudança de
coração, uma conversão. Tal conversão
pode ser marcada por uma mudança interior repentina,
ou pode ocorrer através de um longo e suave processo
de transformação. Mas sempre envolve uma experiência
interior de harmonia. Compreendemos que agora estamos no centro,
e que desta posição tudo que existe e ocorre pode
ser visto e entendido como parte do mistério da vida
de Deus conosco. Nossos conflitos e dores, nossas tarefas e
compromissos, nossas famílias e amigos, nossas atividades
e projetos, nossas esperanças e aspirações,
não mais se nos apresentam como uma variedade de coisas
fatigantes que mal conseguimos controlar, mas antes se revelam
como afirmações e revelações da
nova vida do Espírito em nós. "Todas estas
coisas", que nos ocupavam e preocupavam ' agora vêm
como dons ou desafios que fortalecem e aprofundam a nova vida
que descobrimos. Isto não significa que a vida espíritual
torna as coisas mais fáceis ou que abole nossos esforços
e lutas. A vida dos discípulos de Jesus mostra claramente
que o sofrimento não diminui por causa da conversão.
Às vezes até se torna mais intenso. Mas nossa
atenção não é mais dirigida para
esta questão de "mais ou menos". O importante
é escutar atentamente ao Espírito e ir obedientemente
aonde estamos sendo dirigidos quer seja um lugar alegre, quer
seja doloroso.
Pobreza,
dor, luta, angústia, agonia e mesmo escuridão
interior podem continuar a fazer parte de nossa experiência.
Podem até ser a maneira de Deus nos purificar. Mas a
vida deixou de ter enfado, ressentimento, depressão,
ou solidão porque aprendemos que todas as coisas que
acontecem fazem parte do nosso caminho para a casa do Pai.
CONCLUSÃO
"Seu reino em primeiro lugar". Espero que estas palavras
tenham adquirido um novo sentido. Elas nos chamam a seguir a
Jesus em seu caminho de obediência, a entrar com ele na
comunidade estabelecida pelo amor exigente do Pai, e a viver
toda nossa vida daquela posição. O reino é
o lugar onde Espírito de Deus nos dirige, nos cura, nos
desafia, e nos renova continuamente. Quando nossos corações
estão fixos naquele reino, nossas preocupações
lentamente ficam para trás, porque as muitas coisas que
nos faziam preocupar tanto começam a se encaixar. É
importante entender que "buscar o reino" não
é um método para se ganhar galardões. Neste
caso a vida espiritual acabaria sendo como ganhar o sorteio
num jogo de sorte. As palavras "todas as, outras coisas
vos serão acrescentadas" expressam que o amor e
o cuidado de Deus se estendem para todo o nosso ser. Quando
buscarmos a vida no Espírito de Cristo, conseguiremos
ver e entender melhor como Deus nos guarda na palma de sua mão.
Chegaremos a um melhor entendimento do que realmente precisamos
para nosso bem estar físico e mental, e experimentaremos
a ligação íntima entre nossa vida espiritual
e nossas necessidades temporais durante a nossa peregrinação
no seu mundo.
Mas
isto nos deixa com uma pergunta muito difícil. Há
uma maneira de sair da nossa vida, "cheia de preocupação
e entrar na vida do Espírito? Devemos simplesmente esperar
passivamente até que o Espírito chegue e assopre
para longe as nossas preocupações? Há alguma
maneira pela qual podemos nos preparar para a vida do Espíríto
e aprofundar esta vida depois dela nos tocar? A distância
entre a vida cheia e não realizada de um lado, e a vida
espiritual do outro, é tão grande que pode parecer
completamente irreal esperar a mudança de uma para a
outra. As exigências que a vida diária nos faz
são tão reais, tão imediatas, e tão
urgentes que uma vida no Espírito parece além
de nossa capacidade.
Minha
descrição da vida cheia de preocupação
e a vida espiritual como dois extremos do espectro da vida foi
necessária para tornar claro o que está envolvido.
Mas a maioria de nós não está nem constantemente
preocupada e nem exclusivamente absorvida no Espírito.
Muitas vezes há lampejos da presença do Espírito
de Deus no meio de nossas preocupações, e freqüentemente
preocupações surgem mesmo quando experimentamos
a vida do Espírito no mais interior de nosso ser. É
importante que aos poucos entendamos onde estamos e que aprendamos
como podemos deixar a vida do Espíito de Deus se fortalecer
dentro de nós.
Isto
leva-me para a tarefa final: descrever as disciplinas principais
que podem nos sustentar em nosso desejo de nos desvencilhar
das garras de nossas preocupações e deixar que
o Espírito nos guie para a verdadeira liberdade dos filhos
de Deus.
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