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Espaço para Deus. 2ª parte
Henri Nouwen

Cap. 2: Seu Reino em Primeiro Lugar


INTRODUÇÃO


Jesus não reage ao nosso estilo de vida cheio de preocupação dizendo que não deveríamos estar tão ocupados com afazeres terrenos. Ele não tenta nos retirar dos muitos eventos, atividades, e pessoas que compõem nossas vidas. Não nos diz que o que fazemos não tem importância, valor, ou utilidade.

Nem sugere que devemos nos afastar de nossos envolvimentos e viver vidas calmas, tranqüilas e retiradas das lutas do mundo.

A resposta de Jesus para nossas vidas cheias de preocupação é bem diferente. Ele pede de nós que substituamos nosso ponto de gravidade, relocalizemos o centro de nossa atenção, que mudemos as nossas prioridades. Jesus quer que deixemos as "muitas coisas" para a "única coisa necessária". É importante que compreendamos que Jesus não quer de forma alguma que deixemos nosso mundo de muitas facetas. Antes, quer que vivamos nele, mas firmemente arraigados no centro de todas as coisas. Jesus não fala sobre uma mudança de atividades, uma mudança de contatos, ou até uma mudança de ritmo. Ele fala sobre uma mudança de coraçao. Esta mudança de coração faz todas as coisas diferentes, até mesmo quando todas as coisas parecem permanecer as mesmas. Este é o significado de: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino ... e todas estas coisas serão acrescentadas". O mais importante é onde estão nossos coraçoes. Quando nos preocupamos, temos nossos corações no lugar errado. Jesus pede que coloquemos nossos corações no centro, onde todas as outras coisas irão se encaixar.

Qual é este centro? Jesus o chama de reino, o reino do Seu Pai. Para nós do século XX, isto pode não ter muito significado. Reis e reinos não exercem um papel muito importante em nossa vida diária. Mas somente quando entendemos as palavras de Jesus como um chamado urgente para colocar a vida do Espírito de Deus como nossa prioridade é que podemos ver melhor o que está envolvido. Um coração que busca o reino do Pai é também um coração que busca a vida espiritual. Buscar o reino, portanto, significa colocar a vida do Espírito, dentro de nós e entre nós como o centro de tudo que pensamos, dizemos ou fazemos.

Agora, quero explorar em mais profundidade esta vida no Espírito. Primeiro precisamos ver como o Espírito de Deus se manifesta na própria vida de Jesus. Depois precisamos discernir o que significa para nós ser chamados por Jesus para entrar com ele nesta vida do Espírito.

A VIDA DE JESUS


Não há muita dúvida de que a vida de Jesus foi uma vida muito atarefada. Ele esteve atarefado ensinando seus discípulos, pregando às multidões, curando os doentes expelindo demônios, respondendo perguntas de inimigos e amigos, e andando de um lugar para outro. Jesus estava tão envolvido em atividades que se tornava difícil ter algum tempo sozinho. Esta história nos dá uma idéia. "À tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos, e endemoninhados. Toda a cidade estava reunida à porta. E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios ... Tendo se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e ali orava. Procuravam-no diligentemente Simão e os que com ele estavam. Tendo-o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam. Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim. Então foi por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios" (Mt 1:32-39).

Está claro neste relato que Jesus tinha uma vida muito cheia e raramente, possívelmente nunca, era deixado sozinho. Pode até nos dar a impressão de um fanático impulsionado a transmitir sua mensagem por todo lado a qualquer custo. A verdade, porém, é diferente. Quanto mais nos aprofundamos nos relatos do Evangelho sobre sua vida, mais vemos que Jesus não era um zelote tentando realizar muitas coisas diferentes a fim de alcançar uma meta imposta por ele mesmo. Ao contrário, tudo o que sabemos sobre Jesus mostra que estava interessado numa coisa somente: fazer a vontade do seu Pai. Nada nos Evangelhos é tão marcante como a obediencia resoluta de Jesus a seu Pai. Desde suas primeíras palavras registradas ditas no templo. "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" -(Lc 2:49), até suas ultimas palavras na cruz- "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito"(Lc.23:46), o único interesse de Jesus era fazer a vontade de seu Pai. Ele disse: "...o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai..." (Jo 5-19). As obras que Jesus fez são as obras que o Pai o enviou para fazer, e as palavras que falou são as palavras que o Pai lhe deu. Ele não deixa duvida sobre isto: "Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis.." (Jo 10.-37);" ...e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou" (Jo 14:24).

Jesus não é nosso Salvador simplesmente por causa do que disse ou fez para nós. É o nosso Salvador porque o que disse e fez foi dito e feito em obediência a seu Pai. Por isto Paulo pode dizer. "Porque, como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assím também por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos"(Rm 5:19). Jesus é o homem obediente. O centro da sua vida é este relacionamento de obediência com o Pai. Isto pode ser difícil para nós entendermos, porque a palavra "obediência" tem tantas conotações negativas em nossa sociedade. Faz-nos pensar em figuras autoritárias que impõem a vontade deles sobre os nossos desejos. Faz-nos lembrar de acontecimentos infelizes da infancia ou tarefas difíceis executadas sob ameaças de castigo. Mas nada disto se refere à obediência de Jesus. Sua obediência significa uma atenção total e destemida a seu Pai amoroso. Entre o Pai e o Filho há somente amor. Todas as coisas que pertencem ao Pai, ele confia ao Filho (Lc IO:22), e todas as coisas que o Filho recebe, devolve ao Pai. O Pai se abre totalmente para o Filho e coloca todas as coisas em ,suas mãos: todo conhecimento (Jo 12:50), toda glória (Jo 8:54), todo poder (Jo 5:19-21). E o Filho se abre totalmente para o Pai e desta forma devolve todas as coisas às mãos de seu Pai. "Vim do Pai e entrei no mundo; todavia deixo o mundo e vou para o Pai" (Jo 16:28).

Este amor inexaurível entre o Pai e o Filho inclui e até transcende todas as formas de amor que conhecemos. Inclui o amor de pai e mãe, irmão e irmã, esposo e esposa, professor e amigo. Mas também vai muito além das muitas limitadas e limitantes experiências humanas de amor que conhecemos. É um amor que cuida mas exige. É um amor sustentador mas severo. É um amor suave mas forte. É um amor que da vida, mas aceita a morte. Neste divino amor Jesus foi enviado ao mundo, e por este divino amor Jesus se ofereceu na cruz. Este amor envolvente, que sintetiza o relacionamento entre o Pai e o Filho, é uma Pessoa divina, co-ígual com o Pai e o Filho. Tem um nome pessoal. É chamado Espírito Santo. O Pai ama o Filho e se derrama no Filho. O Filho é amado pelo Pai e devolve tudo que ele é ao Pai. O Esplríto é o próprio amor em si, eternamente envolvendo o Pai e o Filho.

Esta comunidade eterna de amor é o centro e fonte da vida espiritual de Jesus, uma vida de sensibilidade ininterrupta para com o Pai no Espírito de amor. É desta vida que o ministério de Jesus floresce. Comendo e jejuando, orando e agindo, viajando e descansando, pregando e ensinando, expulsando e curando, tudo foi feito neste Espíríto de amor. Nunca entenderemos o pleno significado do rico e variado ministério de Jesus sem que vejamos como as muitas coisas são enraizadas em uma coisa: ouvir o Pai numa intimidade de amor perfeito.Quando virmos isto, também compreenderemos que o alvo do ministério de Jesus é nada menos que nos íntroduzir nesta mais intima comunidade.

NOSSAS VIDAS


Nossas vidas são destinadas a se tornarem como a vida de Jesus. Afinal, o propósito total do ministério de Jesus é levar-nos à casa do seu Pai. Jesus não veio somente para nos libertar dos grilhões do pecado e da morte, senão também para levarnos à intimidade desta vida divina. Para nós é dificíl imaginar o que isto significa. Nossa tendência a enfatizar a distancia entre Jesus e nós mesmos. Vemos Jesus como o Onisciente e Onipotente Filho de Deus, o qual é inatingível para nós seres humanos caídos e pecadores. Mas pensando desta forma, esquecemos que Jesus veio para nos dar sua própria vida. Veio para nos elevar à participação na comunidade de amor com o Paí. Somente quando reconhecemos o propósito fundamental do ministério de Jesus é que estaremos aptos a entender o significado da vida espiritual. Todas as coisas que pertencem a Jesus nos são dadas para que as recebamos. Tudo que Jesus fez nós também podemos fazer. Jesus não se refere a nós como cidadãos de segunda classe. Ele não retém nenhuma coisa de nós: " ... tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer" (Jo 15:15); " ... aquele que crê em mim, farã também as obras que eu faço..."(Jo 14:12). Jesus quer que estejamos onde ele está. Em sua oração sacerdotal, ele não deixa duvida alguma sobre sua intenção: "... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em,mim e eu em ti ... Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos, eu neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste, e os amaste como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste... Eu lhes fiz conhecer o teu nome ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja" (Jo 17:2126).

Estas palavras são uma expressão bela da natureza do ministério de Jesus. Ele se tornou como nós para que pudéssemos nos tornar como ele. Ele não se apegou a sua unidade com Deus, mas se esvaziou e se tornou como nós para, que pudéssemos nos tornar como ele e desta forma participar da sua vida divina.

Esta transformação radical de nossas vidas é a obra do Espiríto Santo. Os discípulos mal conseguiam compreender o significado de Jesus. Enquanto Jesus estava presente com eles na carne, ainda não reconheciam sua presença plena no Espírito. Por isto Jesus disse: "Convém-vos que eu vá, porque se eu não for o Consolador não vira para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei ... quando vier, porém, o, Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falara por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciara as cousas que hão de vir. Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que à meu e vo-lo há de anunciar" (Jo 16:7, 13-15).

Jesus envia o Espírito para nos levar à plena verdade da vida divina. Verdade não significa uma idéia, conceito, ou doutrina mas o verdadeiro relacionamento. Ser levado a participar da verdade é ser levado a participar do relacionamento que Jesus tem com o Pai; é entrar no noivado divino.

Desta forma o Pentecoste é a conclusão da missão de Jesus. No Pentecoste a plenitude do minístério de Jesus se torna visível. Quando o Espírito Santo desce sobre os discípulos e habita neles, suas vidas são transformadas em vidas semelhantes a Cristo, vidas moldadas pelo mesmo amor que existe entre o Pai e o Filho. A vida espiritual é realmente uma vida na qual somos elevados para nos tornar, participantes da vida divina.

Ser elevado à vida divina do Pai, do Filho, e do Espírito Santo não significa, porém, ser tirado do mundo. Ao contrário, aqueles que entram na vida espiritual são exatamente os que são enviados ao mundo para continuar e concluir a obra que Jesus começou. A vida espiritual não nos remove do mundo mas leva-nos a nos aprofundar mais nele.

Jesus disse para seu Pai: "Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo" (Jo 17:18). Ele esclarece que exatamente porque seus discípulos não mais pertenciam ao mundo, podiam viver no mundo como ele vivia. "Não peço que os tires do mundo, e sim, que os guardes do mal. Eles, não são do mundo como também eu não sou" (Jo 17:15-16). Vida no Espíríto de Jesus é portanto uma vida na qual a vinda de Jesus ao mundo, sua encarnação, sua morte, e ressurreição, é demonstrada por aqueles que entraram no mesmo relacionamento de obediência ao Pai que marcou a própria vida de Jesus. Tornando-nos filhos e filhas como Jesus foi Filho, nossas vidas se tornam uma continuação da missão de Jesus.

"Estar no mundo sem ser do mundo". Estas palavras sintetizam bem a maneira que Jesus fala sobre a vida espiritual. É uma vida na qual somos totalmente transformados pelo Espírito de amor. Contudo é uma vida onde todas as coisas parecem permanecer as mesmas. Viver uma vida espiritual não significa que devemos deixar nossas famílias, abandonar nossos empregos, ou mudar nossas formas de trabalhar; não significa que temos de nos afastar de atividades políticas e sociais, ou perder interesse na literatura e na arte; não exige formas severas de ascétismo ou longas horas de oração. Mudanças como estas podem de fato vir como frutos da nossa vida espiritual, e para algumas pessoas decisões radicais podem ser necessárias. Mas a vida espiritual pode ser vivida de tantas formas quanto existem pessoas. A novidade é que nos transferimos das muitas coisas para o reino de Deus. A novidade que nos livramos das coerções do mundo e colocamos nossos corações na únlca, coisa necessária. A novidade é que não experimentamos mais as muitas coisas pessoas e acontecimentos como motivos infindáveis de preocupação, mas começamos a experimentá-los como maneiras ricas e variadas nas quais Deus manifesta sua presença para nós.

De fato, viver uma vida espiritual requer uma mudança de coração, uma conversão. Tal conversão pode ser marcada por uma mudança interior repentina, ou pode ocorrer através de um longo e suave processo de transformação. Mas sempre envolve uma experiência interior de harmonia. Compreendemos que agora estamos no centro, e que desta posição tudo que existe e ocorre pode ser visto e entendido como parte do mistério da vida de Deus conosco. Nossos conflitos e dores, nossas tarefas e compromissos, nossas famílias e amigos, nossas atividades e projetos, nossas esperanças e aspirações, não mais se nos apresentam como uma variedade de coisas fatigantes que mal conseguimos controlar, mas antes se revelam como afirmações e revelações da nova vida do Espírito em nós. "Todas estas coisas", que nos ocupavam e preocupavam ' agora vêm como dons ou desafios que fortalecem e aprofundam a nova vida que descobrimos. Isto não significa que a vida espíritual torna as coisas mais fáceis ou que abole nossos esforços e lutas. A vida dos discípulos de Jesus mostra claramente que o sofrimento não diminui por causa da conversão. Às vezes até se torna mais intenso. Mas nossa atenção não é mais dirigida para esta questão de "mais ou menos". O importante é escutar atentamente ao Espírito e ir obedientemente aonde estamos sendo dirigidos quer seja um lugar alegre, quer seja doloroso.

Pobreza, dor, luta, angústia, agonia e mesmo escuridão interior podem continuar a fazer parte de nossa experiência. Podem até ser a maneira de Deus nos purificar. Mas a vida deixou de ter enfado, ressentimento, depressão, ou solidão porque aprendemos que todas as coisas que acontecem fazem parte do nosso caminho para a casa do Pai.

CONCLUSÃO


"Seu reino em primeiro lugar". Espero que estas palavras tenham adquirido um novo sentido. Elas nos chamam a seguir a Jesus em seu caminho de obediência, a entrar com ele na comunidade estabelecida pelo amor exigente do Pai, e a viver toda nossa vida daquela posição. O reino é o lugar onde Espírito de Deus nos dirige, nos cura, nos desafia, e nos renova continuamente. Quando nossos corações estão fixos naquele reino, nossas preocupações lentamente ficam para trás, porque as muitas coisas que nos faziam preocupar tanto começam a se encaixar. É importante entender que "buscar o reino" não é um método para se ganhar galardões. Neste caso a vida espiritual acabaria sendo como ganhar o sorteio num jogo de sorte. As palavras "todas as, outras coisas vos serão acrescentadas" expressam que o amor e o cuidado de Deus se estendem para todo o nosso ser. Quando buscarmos a vida no Espírito de Cristo, conseguiremos ver e entender melhor como Deus nos guarda na palma de sua mão. Chegaremos a um melhor entendimento do que realmente precisamos para nosso bem estar físico e mental, e experimentaremos a ligação íntima entre nossa vida espiritual e nossas necessidades temporais durante a nossa peregrinação no seu mundo.

Mas isto nos deixa com uma pergunta muito difícil. Há uma maneira de sair da nossa vida, "cheia de preocupação e entrar na vida do Espírito? Devemos simplesmente esperar passivamente até que o Espírito chegue e assopre para longe as nossas preocupações? Há alguma maneira pela qual podemos nos preparar para a vida do Espíríto e aprofundar esta vida depois dela nos tocar? A distância entre a vida cheia e não realizada de um lado, e a vida espiritual do outro, é tão grande que pode parecer completamente irreal esperar a mudança de uma para a outra. As exigências que a vida diária nos faz são tão reais, tão imediatas, e tão urgentes que uma vida no Espírito parece além de nossa capacidade.

Minha descrição da vida cheia de preocupação e a vida espiritual como dois extremos do espectro da vida foi necessária para tornar claro o que está envolvido. Mas a maioria de nós não está nem constantemente preocupada e nem exclusivamente absorvida no Espírito. Muitas vezes há lampejos da presença do Espírito de Deus no meio de nossas preocupações, e freqüentemente preocupações surgem mesmo quando experimentamos a vida do Espírito no mais interior de nosso ser. É importante que aos poucos entendamos onde estamos e que aprendamos como podemos deixar a vida do Espíito de Deus se fortalecer dentro de nós.

Isto leva-me para a tarefa final: descrever as disciplinas principais que podem nos sustentar em nosso desejo de nos desvencilhar das garras de nossas preocupações e deixar que o Espírito nos guie para a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.

É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que explicite a autoria do mesmo.
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