O
DISPENSAR DO DEUS TRIÚNO PARA A EDIFICAÇÃO
DA SUA CASA
O
DEUS Triúno dispensado para nós.
Nesse capitulo 14 do Evangelho de João podemos ver o
DEUS Triúno como nossa porção eterna para
a edificação da Sua Igreja. Para compreender tudo
isto num aspecto pleno, precisamos ver a obra do ESPÍRITO
SANTO nesse capítulo 14 do Evangelho de João.
O capitulo 14 do Evangelho de João fala do dispensar
do DEUS Triúno para a construção da Sua
gloriosa morada.
Nos primeiros seis versículos do evangelho de João
14, o SENHOR revelou que iria, através da Sua morte e
ressurreição, introduzir os discípulos
no Pai. Por isso que Ele disse: “Eu Sou o Caminho...”
e que o Pai é o destino. E que onde Ele estivesse, os
discípulos (a Igreja), também estariam. Nos quatorze
versículos seguintes, o SENHOR JESUS revela os detalhes
a respeito de como Ele pode entrar nos discípulos e levá-los
ao Pai.
Quando lemos todo o capítulo 14 do Evangelho de João,
concluímos: O Filho é a corporificação
e a expressão do Pai (vs. 7-14); e o ESPÍRITO
SANTO é a realidade e a substantificação
do Filho (vs. 16-20); isso tem que nos impressionar! Essa verdade
estabelece o princípio para nós compreendermos
a Economia de DEUS.
Na vida da Igreja hoje, DEUS deseja que a corporificação,
a expressão, a realidade e a substantificação
do DEUS Triúno seja manifestada para o cumprimento da
Sua obra.
UMA
VISÃO DO SIGNIFICADO DA TRINDADE PARA NOSSA ESPIRITUALIDADE
Essa é uma doutrina rica em sua expressão para
nossa espiritualidade. Muitos gastaram e se desgastaram discutindo
essa preciosa doutrina. Eu afirmo categoricamente que para entender
a doutrina da Trindade temos que aprender a doutrina da humildade.
Que DEUS em Seu infinito amor e graça, nos leve a compreender
esta doutrina para desfrutarmos o significado prático,
dentro da nossa realidade contextual, daquilo que Ele deseja
realizar entre nós.
Compreender a doutrina da Trindade, é o fundamento para
o estudo da economia de DEUS, e ainda, porque nessa doutrina
está o significado existencial da nossa comunhão.
DEUS não exige nada de nós que não tenha
Nele o seu fundamento.
Qual
é a visão que algumas pessoas tem de DEUS?
Um ser Infinito, Onipotente, Onisciente, Onipresente, criador
dos céus e da terra, vivendo sozinho no Seu trono de
glória, tendo a terra e todo ser criado aos Seus pés.
É um DEUS poderoso, mais solitário. Precisamos
ser libertos da visão de um DEUS solitário para
a visão de um DEUS-Comunhão.
Se DEUS significa três Pessoas divinas em eterna comunhão
entre si, então devemos concluir que nós também,
sua igreja, somos chamados a partilhar da mesma comunhão.
Como
podemos definir DEUS?
Em uma expressão simples de nossa mente finita, podemos
dizer que DEUS é o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO
em comunhão recíproca. Eles coexistem desde toda
a eternidade. Nem uma das pessoas da trindade é anterior,
nem posterior, nem superior e nem inferior a outra.
É a realidade da comunhão trinitária, tão
infinita e profunda que essas três pessoas se unem e são,
por isso, um só DEUS. Somente pessoas podem viver e existir
em comunhão. Para que haja a verdadeira comunhão,
devem existir relações diretas, como: olho a olho,
rosto a rosto, coração a coração.
Dizer que DEUS é comunhão significa que o Pai,
o Filho e o ESPÍRITO SANTO estão voltados um para
as outras duas pessoas; isto é, cada pessoa divina, sai
de si e se entrega às outras duas. Dá a vida,
o amor, a sabedoria, a bondade e tudo o que é. A comunhão
é a realidade mais profunda daquilo que é único.
Agora, creio que podemos prosseguir estudando o Dispensar do
DEUS-Triúno para a edificação da Sua casa.
COMPREENDENDO A OBRA DO ESPÍRITO
SANTO
Quando
estudamos Lucas 24.49 e João 14.16 e 17, temos dois aspectos
da obra do ESPÍRITO SANTO para a realização
e o cumprimento da economia de DEUS. Nessas duas passagens vemos
duas promessas a respeito do ESPÍRITO SANTO e a Igreja.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,
a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito
da verdade, que o mundo não pode receber, porque não
no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele
habita convosco e estará em vós” (João
14.16.17); “Eis que envio sobre vós a promessa
de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto
sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).
Vejamos alguns aspectos práticos dessas passagens:
A promessa feita pelo SENHOR JESUS em João 14.16,17 é
diferente da promessa feita pelo Pai em Lucas 24.49.
A promessa feita em João 14.16,17 é a promessa
do ESPÍRITO da vida, enquanto que a promessa de Lucas
24.49 é a promessa de poder.
A promessa do SENHOR a respeito do ESPÍRITO da vida foi
cumprida no dia da ressurreição – (Jo 20.22);
a promessa do ESPÍRITO de poder foi cumprida em Atos
2 no dia de Pentecostes, quando Ele foi derramado nos vidas
dos cristãos como um fogo.
No livro de Atos o ESPÍRITO SANTO é o ESPÍRITO
do poder. Veja que Ele é tipificado por um vento impetuoso;
enquanto que no Evangelho de João o ESPÍRITO SANTO
é o ESPÍRITO da vida, e é tipificado pelo
sopro.
Portanto, considerando essas duas promessas, concluímos
que a obra do ESPÍRITO SANTO na Igreja do SENHOR JESUS,
para Sua glória, é uma obra de vida e poder.
Vamos
alistar todos os itens da economia de DEUS nos capítulos
14 e 15 do Evangelho de João
1.A Fé – Jo 14.1: “Crede
em DEUS...” O escritor aos Hebreus definiu a fé
assim: “Ora, a fé é a certeza de coisas
que se esperam, a convicção de fatos que se não
vêem” (Hb 11.1). Eu quero analisar três palavras
nesse texto, para compreendermos o que é a fé
em sua natureza.
-- 1.“certeza” - No grego é hupostasis, que
significa: estabelecer, substância, estabilidade. Esta
palavra é uma substantificação que significa:
dar forma concreta.
-- 2.“Convicção” - No grego é
elegchos, que significa: verificação, algo é
provado ou testado.
-- 3.“fatos” - No grego é pragma, que significa:
daquilo que foi feito, fato consumado.
Então, podemos compreender que a fé é a
substantificação, a certeza, a convicção,
a confirmação, a realidade, a essência,
a base de apoio, o alicerce das coisas que se esperam.
A fé não é uma substância e sim,
uma ação substantificadora.
A fé, em nós que tivemos o nosso espírito
vivificado, pela regeneração, atua como um sexto
sentido. Todos nós nascemos com cinco sentidos: tato,
paladar, audição, visão e olfato. A fé
é o sexto sentido que substantifica as coisas que não
são vistas e as que nós esperamos.
2.A Morada de DEUS - Jo 14.2: “na casa
de meu Pai há muitas moradas” (I Rs 8.27; Is 66.1;
At 7.48; Hb 3.6). Nós temos que entender que esta “Casa
do Pai” é uma referência a Igreja do SENHOR
JESUS. Em toda a Bíblia vemos que o desejo de DEUS é
ter um lugar para a Sua expressão. Somente na Igreja
do SENHOR JESUS, DEUS encontrará este lugar.
3.Comunhão com CRISTO - Jo 14.3: “...onde
eu estiver estejais vós também” (I Co 1.9).
Quando lemos Coríntios 1.8,9, Paulo diz: “o qual
também vos confirmará até ao fim, para
serdes irrepreensíveis no Dia de nosso SENHOR JESUS CRISTO.
Fiel é DEUS, pelo qual fostes chamados à comunhão
de seu Filho JESUS CRSTO, nosso SENHOR”. Para compreendermos
a riqueza desses versículos precisamos compreender a
carta Aos Coríntios:
--Essa carta ilustra a vida cristã nos seu aspecto prático
em uma localidade.
--Ela trata de problemas, mas também, trata da vida da
Igreja e da vida do Corpo.
--Há três aspectos da vida espiritual ressaltado
nessa carta: a vida cristã individual; a vida corporativa
da Igreja e a vida orgânica do Corpo.
--Um outro aspecto dessa Primeira carta aos Coríntios
é a ênfase em CRISTO (2.2).
--Em 1.1-9, Paulo aborda muitos pontos importantes: a seu ministério
apostólico, a Igreja, os santos, os dons iniciais e a
comunhão de CRISTO. Nesse texto vemos que DEUS, nosso
Pai Celeste, nos “confirmará” : que no grego
é bebaioo, que significa “estabelecer”, “comprovar”,
“confirmar”, “assegurar”. Essa palavra
ocorre oito vezes em todo o N.T., e sua maior incidência
em todo o N.T., é aqui, no capítulo Primeiro da
epístola aos Coríntios.
A palavra “comunhão” denota “participação”
e o “compartilhar”. A palavra comunhão é
tão rica que jamais qualquer erudito da Bíblia
pôde exaurir o seu significado. Essa palavra comunhão
implica “desfrute”; o desfrute que o temos do DEUS-Triúno,
o desfrute que o DEUS-Triúno tem de nós, e o desfrute
que temos uns dos outros. Ela é uma palavra chave dentro
do contexto da economia de DEUS.
4.A redenção
- Jo 14.6: “Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida”.
Essas três palavras resumem a redenção que
temos em CRISTO. (Lc 2:38; 21:28; Rm 3:24; 8:23; 1 Co 1:30;
Ef 1:7; 4:30; Co 1:14; Hb 9:12).
Todos nós estamos interessados no perdão, mas
como sou perdoado? Será se é porque eu me arrependi
ou tenho vivido uma vida virtuosa que DEUS me vê e me
perdoa? Irmãos em CRISTO, digo com toda a reverência
que há em meu coração, que nem mesmo o
DEUS todo-poderoso poderia perdoar o meu pecado simplesmente
com base nesses termos.
Há unicamente um modo pelo qual DEUS nos perdoa; é
porque Ele enviou Seu FILHO unigênito do céu à
terra, para exercer, nele, a Sua justiça, para propiciar
a nossa redenção. Sobre ele, DEUS, o nosso Pai
Celeste, manifestou Sua ira, para que Nele fôssemos feitos
justiça para DEUS.
Não há cristianismo sem "o sangue de CRISTO".
É central, absolutamente essencial. Sem Ele não
há nada. Não somente a Pessoa de CRISTO, todavia,
em particular, a Sua morte, o Seu sangue derramado, o Seu sacrifício
expiatório e substitutivo! É dessa maneira, e
somente dessa maneira, que somos redimidos.
Vamos atentar para três assuntos supremos:
Seu supremo propósito não será compreendido
se não entendermos três assuntos supremos: revelação,
restauração e realização.
-- A revelação do Pai - o que Ele é, o
que Ele deseja e qual é o Seu objetivo;
-- A restauração - de todas as coisas para o supremo
propósito de DEUS (considerando-se o todo do propósito
de DEUS e não uma parte apenas);
-- A realização - de tudo o que DEUS planejou
originalmente.
Paulo resume todo o escopo de nosso estudo em Romanos 11:36:
“Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas
as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
Vamos ver algumas coisas importantes Aqui:
-- O curso de nossas vidas é determinado por três
preposições: de, por e para.
-- Inicialmente veremos como DEUS é o nosso ponto de
partida.
-- Todas as coisas encontram sua relação adequada
e verdadeiro significado na medida em que DEUS realiza SEU SUPREMO
PROPÓSITO.
Para entendermos a redenção temos que encontrar
o ponto de partida correto. Nossos conceitos estão equivocados
porque nós iniciamos no lugar errado.
Vejamos:
A Queda - Freqüentemente, a história
humana tem sido interpretada a partir da Queda. Se esse é
o ponto de partida então toda a História tem um
colorido do ponto de vista da redenção. O propósito
de DEUS é, dessa forma, visto à luz da necessidade
do homem em obter a redenção. É óbvio
que a necessidade da redenção não deve
ser diminuída, mas também não deve tornar-se
a verdade que obscurece todas as demais verdades. Consideremos
seis pontos importantes sobre este assunto, os quais o irmão
Devern F. Fromk aborda em seu livro “O Supremo Propósito”:
1.Freqüentemente faz-se parecer que o
homem surgiu no palco do tempo apenas para que fosse salvo.
2.Dessa forma, parece que o homem torna-se
importante no propósito de DEUS unicamente por causa
da sua queda.
3.A redenção, portanto, passa
a ser considerada como a principal obra de DEUS.
4.Se começamos com o homem e sua queda,
de algum modo somos levados a adotar essa linha de pensamento
que faz, do homem e de sua restauração o centro
de tudo.
5.Uma vez que a nossa concepção
dominante nasceu do ponto de partida errado com o homem e sua
queda - não podemos terminar de outra forma senão
com o homem e sua restauração.
6.Nós vemos a história somente
a partir da queda, enquanto, DEUS a vê desde o início.
Quando
você estuda o capítulo 1 e o versículo 4
da Epístola aos Efésios, você vê que
existe no coração do Pai um propósito que
nunca dependeu do tempo. Aqui está algo que ocorre no
nível eterno, e que não é de forma alguma
afetado pelo pecado e pelo tempo; é algo que o Pai já
vê consumado. Na medida em que Paulo se move para o plano
eterno, em Éfeso, ele enfatiza que o objetivo do Pai
era que seu Filho fosse um meio de realização,
não porque o pecado entrou no mundo, mas mesmo que o
pecado nunca tivesse existido. O pecado não fez DEUS
mudar o seu propósito eterno.
Precisamos concluir este assunto compreendendo dois princípios:
1) não devemos interpretar o propósito de DEUS
à luz da queda; 2) o que vemos em efésios é
aquilo que o Pai pretendia realizar em Seu Filho e isso nunca
foi afetado pelo pecado, pela queda, ou pelo tempo.
5.A
revelação do Pai - Jo 14.8,9: “...mostra-nos
o Pai...Quem me vê a mim, vê o Pai...” (Is
9.6; Jo 10.30). Para ilustrar essa verdade, vamos estudar Hebreus
1.3, que diz que o SENHOR JEUS é - “... O resplendor
da glória...”.No grego é usado o termo “apaugasma”,
que significa “refulgência”, "reflexo".
O SENHOR é aquele que reflete a glória do Pai.
O resplendor da glória de DEUS é como o reluzir
ou o resplandecer dos raios do sol. O FILHO é o brilhar,
o resplandecer da glória do Pai. Você pode separar
a glória do resplendor? Seria como separar os raios do
sol do brilhar do sol. Não se pode fizer isso, pois o
brilhar e os raios são um. Considere o exemplo da luz
elétrica. Podemos dizer que a luz é uma coisa
e a eletricidade é outra? Absolutamente, não.
A luz é simplesmente a expressão da eletricidade.
A eletricidade é um mistério. Alguém já
viu a eletricidade? Embora seja um mistério, ela é
uma realidade. Como você pode afirmar que há eletricidade
em determinada sala? Vendo a luz. A luz é o resplendor
da glória da eletricidade. Igualmente, jamais deveríamos
considerar o FILHO separadamente de DEUS. O FILHO é a
expressão do próprio DEUS.
“... A expressão exata do seu ser...”
-Temos aqui outra expressão metafórica, que indica
a divindade essencial do FILHO. O termo grego é "charakter",
que indicava a “impressão deixada por um carimbo
em cera ou barro”. CRISTO é a natureza substancial
de DEUS. A expressão: “... do seu ser...”,
no grego é “hupostasis”, que significa “natureza
substancial”, “essência”, “ser
real”, em contraste com mera representação
ou imitação. A Substância é parte
real, ou essencial, de alguma coisa: aquilo que lhe define as
qualidades materiais. O "Logos" é a expressão
exata da substância de DEUS, participante de sua natureza
essencial.
Desde o princípio, o termo Logos, indicava a expressão
da razão divina no mundo, no poder que cria, sustenta
e controla tudo, o alvo de toda a criação.
Que é glória e substância? Glória
é a expressão exterior e a substância é
a essência interior. Quanto à glória do
nosso DEUS, o FILHO é o resplendor dessa glória.
Quanto à substância de DEUS, o FILHO é a
imagem (Representação exata de um ser), dessa
substância. O FILHO é, não somente o resplendor
da glória de DEUS, mas Ele é também a impressão
da substância de DEUS.
Isso significa que o FILHO é DEUS vindo até nós.
Quando DEUS não vem a você, Ele é apenas
DEUS; mas, quando DEUS vem para dentro de você, Ele é
o FILHO como a impressão da Sua substância: “Portanto,
o SENHOR mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá
e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”
(Is 7.14; Mt 1.23). Qual é o significado da Pessoa do
Pai para nossa experiência? O PAI é o FILHO sendo
dispensado para nós:
PAI indica o Seu ser; e o FILHO indica o Seu ser sendo dado.
No Seu ser sendo dado, Ele é o PAI; no Seu ser sendo
dispensado, Ele é o FILHO.
FILHO é o presente divino do PAI, e esse presente divino
é o próprio PAI; DEUS deu a Si mesmo para nós,
como um Dom divino, no FILHO.
A revelação do Pai na nossa experiência
prática - "Nestes últimos dias, nos
falou pelo FILHO" - (Hb1.2). O inimaginável,
que ultrapassa todas as possibilidades e as limitações
do nosso pensamento, veio a ser realidade. Em CRISTO, a revelação
de DEUS se tornou perfeita. Em CRISTO, DEUS veio pessoalmente
a nós. Pois nEle, reside toda a plenitude de DEUS. Em
CRISTO, temos a forma mais sublime e perfeita de como DEUS pode
falar conosco. A vinda de CRISTO, o FILHO de DEUS, ao nosso
mundo; Sua vida, Seu falar e agir; Seu sofrimento e morte constituem
o presente incomparável de DEUS à humanidade pecadora,
que vive na rebelião contra DEUS.
A expressão "nos últimos dias" em grego
é “en eschátais hemerais”. Significa
o tempo até à volta do SENHOR JESUS.
Qual é o grande desejo de DEUS nesses últimos
dias? Transfundir a Si mesmo para dentro de nós. Isso
é realizado principalmente pelo falar. Quanto mais Ele
fala a você, mais Seu elemento divino será transmitido
ou transfundido para o seu ser. Quanto mais você está
no Seu falar, mais você é infundido com todo os
Seus elementos divinos. Uma vez que você ouve Seu falar
você jamais será o mesmo.
Vamos analisar três aspectos do Filho como Palavra de
DEUS
1.Declarar DEUS PAI (Jo 1.18). Isto é,
para declarar, definir, expressar e revelar DEUS. Quanto mais
o FILHO nos falar, mais DEUS será expresso e revelado.
2.Transmitir vida. Toda a pessoa do FILHO é
o falar divino. Quando Ele nos fala, Ele nos transmite vida.
3.Revelar a realidade por meio do ESPÍRITO
(Jo 16.12-15). Realidade é tudo o que DEUS é para
nós.
O ESPÍRITO é a Palavra para a revelação
e a infusão de DEUS para dentro de nós. Sempre
que o FILHO fala, Ele é o ESPÍRITO (Jo 6.63).
Quando a Palavra se expressa, ela se torna o ESPÍRITO.
Isso é provado pelas sete epístolas em apocalipse
2 e 3. No início de cada epístola, é dito
que o SENHOR esta falando, mas no fim, é dito que devemos
ouvir o que o ESPÍRITO diz às igrejas. Sempre
que o SENHOR JESUS fala, Ele é o ESPÍRITO falando.
Se você considerar as sete comparações em
Apocalipse 2 e 3, você verá que tudo o que o FILHO
fala é o falar do ESPÍRITO (Ap 2.2,7;2.8,11;2.12,17;2.18,29;
3.1,6; 3.7,13;3.14,22). O FILHO é a Palavra de DEUS e
o falar de DEUS. Hoje o FILHO não somente como ESPÍRITO,
está falando às Igrejas, como também, juntamente
com as igrejas (Ap 22.17). No começo do livro de Apocalipse
é o ESPÍRITO que está falando às
igrejas, mas no fim de Apocalipse, é o ESPÍRITO
juntamente com as Igrejas, porque o ESPÍRITO e a Igrejas
se tornaram um.
6.O
ESPÍRITO SANTO como dom vivificador para nos tornar o
lugar da habitação de DEUS - Jo 14.16:
“Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador,
a fim de que esteja para sempre convosco”; Jo 14.23: “...se
alguém me ama, guardará a minha Palavra; e eu
e o meu Pai o amará; e viremos para ele e faremos nele
morada”
7.
As duas vindas de CRISTO
A 1ª - Jo 14.3: “... voltarei para vós...”
- o arrebatamento dos vencedores (I Ts 4.17).
2ª - Jo 14.18: “não vos deixarei órfãos.
Voltarei para vós outros” - para habitar nosso
interior através do ESPÍRITO SANTO (Jo 20.22).
8.O
reino das trevas – Jo 14.30:”...aí
vem o príncipe deste mundo...” (Ef 6.12).
9.
O organismo divino para o dispensar de DEUS –
Jo 15.4,5: “permanecei em mim e eu permanecerei em vós...
Eu Sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim,
e eu nele, esse dá muito fruto...”
10. A nossa Eleição eterna -
Jo 15.16: “Não fostes vós que me escolheste
a mim; pelo contrário, eu vos escolhi...” Este
assunto é muito elevado para nossa espiritualidade. Precisamos
conhecer aqui a soberania de DEUS e Sua vontade eterna.
Vamos conhecer os decretos de DEUS
– (EF 1.4)
PRECISAMOS COMPREENDER QUE O CONCEITO QUE TEMOS DESTE ASSUNTO
NÃO DETERMINA A NOSSA SALVAÇÃO
A nossa escolha por DEUS está relacionada com a soberania
e com a majestade de DEUS. Nessa doutrina vemos o amor de DEUS
em seu ponto mais elevado.
A MINHA SEGURANÇA DEPENDE DO FATO DE QUE SOU O QUE SOU,
ÚNICA E INTEIRAMENTE PELA GRAÇA DE DEUS.
Embora o meu entendimento desta verdade não determine
a minha salvação, determina, sim, a minha experiência
da alegria da salvação, o meu senso de segurança
e a minha certeza.
Os
decreto divinos
O termo decreto divino é uma tentativa de reunir em uma
designação aquilo que a Bíblia apresenta
com várias palavras e expressões "o propósito
divino" (Ef 1.11); "presciência" (I Pe
1.2); "eleição" (I Ts 1.4); "predestinação"
(Rm 8.30); "vontade divina" (Ef 1.11);
O decreto divino é o termo geral e refere-se ao plano
de DEUS em toda a criação.
Os decretos de DEUS são o Seu eterno propósito
de acordo com o conselho da Sua vontade.
O decreto de DEUS é o Seu eterno, imutável, santo,
sábio e soberano propósito que compreende ao mesmo
tempo todas as coisas que foram e que hão de ser, em
Suas causas, condições, sucessões e relações,
e que determinam o seu futuro.
Sl 33.1 - O conselho do SENHOR dura para sempre;
os desígnios do seu coração, por todas
as gerações.
Is 14.26-27 - Este é o desígnio
que se formou concernente a toda a terra; e esta é a
mão que está estendida sobre todas as nações.
Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem, pois,
o invalidará? A sua mão está estendida;
quem, pois, a fará voltar atrás?
Is 46.9,10 - Lembrai-vos das coisas passadas
da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro,
eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim;
que desde o princípio anuncio o que há de acontecer
e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam;
que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei
toda a minha vontade;
Lc 22.22 - Porque o Filho do Homem, na verdade,
vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por
intermédio de quem ele está sendo traído!
At 4.27,28 - porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade
contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio
Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o
que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;
Rm 8.28-30 - Sabemos que todas as coisas cooperam
para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são
chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de
antemão conheceu, também os predestinou para serem
conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja
o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou,
a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também
justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Ef 1.11 - nele, digo, no qual fomos também
feitos herança, predestinados segundo o propósito
daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.
II Tm 1.8,9 - que nos salvou e nos chamou com
santa vocação; não segundo as nossas obras,
mas conforme a sua própria determinação
e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos
eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador
Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte,
como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o
evangelho,
I Pe 1.18-20 - Sabendo que não foi mediante
coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados
do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,
mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem
mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes
da fundação do mundo, porém manifestado
no fim dos tempos, por amor de vós
Estas passagens e tantas outras mostram que o nosso Pai Celeste
tem um plano ou propósito para nós. Este plano
foi concebido na eternidade e está sendo executado no
tempo. É um plano bom porque é para a glória
de DEUS. É um plano sábio porque é segundo
o conselho da Sua vontade. É um plano eterno porque foi
concebido desde a fundação do mundo. É
um plano poderoso porque ninguém pode anular. É
um plano suficientemente grande que alcança todo o universo,
como também, suficientemente minucioso para se interessar
pelos mínimos detalhes, e extraordinariamente atualizado
com a inevitável certeza em cada acontecimento que sucede.
Nunca se pode esquecer da infinita sabedoria de DEUS, mediante
a qual Ele nunca faz nada sem planejamento. Nenhuma dedução
a respeito de DEUS pode ser mais desonrosa do que a suposição
de que Ele não é soberano sobre as Suas obras,
ou que Ele não está agindo de acordo com um plano
que articula a ordem de Sua inteligência infinita.
O governo de DEUS no universo é de acordo com o Seu plano,
e este, deve ser perfeito em extensão, alcance e detalhes.
Se Ele tem um plano hoje, deve ter tido o mesmo plano, imutável,
desde o princípio.
Portanto, o decreto de DEUS nos fala da Sua pessoa infinita,
absoluta, eterna, imutável e soberana, compreendendo
um plano que abrange todas as Suas obras, de todas as espécies,
grandes e pequenas, desde o começo da criação
até a infindável eternidade.
O dicionário define a palavra soberano como alguém
que "possui suprema autoridade". A palavra vem do
latim super (acima), e significa literalmente "um que está
acima dos outros". O nosso Pai Celeste está acima
de cada coisa e de cada criatura.
Uma boa definição da soberania de DEUS é
a seguinte: "soberania de DEUS é Seu poder e direito
de domínio sobre todas as Suas criaturas para dispô-las
e determiná-las, como melhor lhe parece. Este atributo
é evidentemente demonstrado no sistema da criação,
providência e graça; pode ser considerado como
absoluto, universal e eterno.
Quando reconhecemos a soberania de DEUS, reconhecemos a Sua
realeza. A mais alta concepção que o homem pode
ter de autoridade está incorporada na pessoa de um rei.
I
Cr 29.11,12 - Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza,
a honra, a vitória e a majestade; porque teu é
tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR,
é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas
e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua
mão há força e poder; contigo está
o engrandecer e a tudo dar força.
Sl 95.3,6 - Porque o SENHOR é o Deus
supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Vinde, adoremos
e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.
Ap 19.6 - Vinde, adoremos e prostremo-nos;
ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.
Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão,
como de muitas águas e como de fortes trovões,
dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso.
A criação implica soberania. Se cremos em DEUS
como criador não podemos negar a Sua soberania sobre
tudo o que Ele fez. Ninguém pôde decidir se iria
existir antes de existir. Essa oportunidade não foi dada
a nenhum de nós.
Uma mão soberana nos introduziu na existência.
Nós não escolhemos a data, nem o local do nosso
nascimento e nem a nossa nacionalidade. Isso vem apenas confirmar
a todos nós, seres racionais, o fato de existir uma soberania
dirigindo nossas vidas.
FIM
Estudos
ministrados na Igreja em Goiânia pelo irmão Luiz
Fontes sobre o SEGREDO MAIS PROFUNDO DA OBRA DE DEUS.