Introdução
Quando estudamos esse personagem místico
analisando a realidade contextual que cercava sua vida espiritual,
percebemos que somos completamente limitados, pois não
temos materiais suficientes que nos ajude a compreender melhor
toda realidade da vida de Elias. Somos apresentados a ele primeiramente
como Elias, o tesbita (Rs 17: I).
Tisbé
era uma cidade da região de Gileade, no Oriente Médio
antigo. Os estudiosos da Bíblia não hesitam em
enfatizar a obscuridade das raízes de Elias. Precisamos
entender que o termo tesbita se refere a um nativo de certa
cidade de nome Tisbé, ou algo similar.
A
localização da cidade é desconhecida".
Segundo o irmão Charles Swindoll em seu livro Elias um
homem de coragem disse que “a cidade de Tisbé é
um daqueles lugares que a areia do tempo escondeu completamente”.
Embora, não temos muitas informações sobre
a vida deste amado servo de DEUS, somos apresentados a ele numa
situação de profunda crise espiritual do povo
de DEUS. Soberanamente DEUS o comissiona para proclamar uma
palavra de juízo contra a apostasia do Seu povo. A realidade
espiritual no contexto do ministério de Elias, nos revela
uma nação emergida em um caudal de idolatria e
paganismo.
Perceba
a bela descrição de Charles Swindoll sobre o trabalhar
de DEUS na vida de Elias: “em poucas vidas o martelo da
história e o calor do fogo são mais evidentes
do que na do que na vida de Elias”. Quando estudamos a
vida e o ministério de Elias, começaremos a admirar
a força deste homem que DEUS em Sua sabedoria o moldou,
para leva-lo a enfrentar os rigores de seus dias. E que dias
foram aqueles de Elias! Ele proclamou uma palavra que o povo
recusava ouvir. Lutou contra o paganismo que ofuscou a centralidade
de DEUS no meio do Seu povo. DEUS não propôs a
ele um caminho fácil. Em cada dificuldade ele soube aproveitar
as oportunidades. E quando a vitória parecia perdida
e a fé fraca, Elias conheceu o poder do DEUS irresistível.
A
realidade espiritual e contextual de Elias
Vamos aprender um pouco de história
para compreender a realidade espiritual que Elias viveu. Dentro
desse contexto, veremos a perversidade dos governantes; como
o paganismo levou o povo a desenvolver um caráter maligno
que abriu caminho para que a nação de Israel se
afastasse gradativamente dos caminhos elevados de DEUS, e em
contrapartida mergulharam numa síndrome de mediocridade
espiritual, numa religião morta que não lhes oferecia
segurança e proteção. A nação
de Israel estava à mercê de todo tipo de exploração
espiritual. Nós vivemos um contexto semelhante ao de
Elias tanto no aspecto político como no aspecto espiritual.
Vivemos uma geração caída e governada por
homens caídos, imersos nas mais profundas práticas
pecaminosas.
Por uns bons cem anos, os israelitas
tinham vivido sob o reinado de três reis: Saul, Davi e,
por último, Salomão. Estes três reis foram
homens importante e famosos em muitos aspectos, embora nenhum
deles tenha escapado do opróbrio do pecado e do fracasso.
Por causa disso, no final da
vida de Salomão, uma guerra civil teve início.
Quando Roboão filho de Salomão passou a reinar
em Israel, houve a divisão da nação em
dois reinos. O reino do Norte, cuja capital era Samaria; e o
reino do Sul, onde permaneceu a linhagem de Davi. A capital
do reino do Sul era Jerusalém. Essa divisão permaneceu
até que ambos os reinos caíssem diante de invasores
estrangeiros, e os judeus fossem levados ao cativeiro.
Do
início da divisão até o cativeiro de Israel,
um período de aproximadamente 200 anos, o reino do norte
teve 19 monarcas e eles foram ímpios. Imagine só!
Dezenove líderes nacionais, em sucessão, fazendo
"o que era mau perante o SENHOR". Este ambiente ficou
maléfico prevaleceu em Israel até a invasão
dos assírios, em 722 a.C.
O reino do sul, por outro lado, esteve sob a liderança
de 17 governantes durante um período de 300 anos. Oito
o desses reis era reto perante o SENHOR, mas nove deles foram
ímpios que não serviram a DEUS. O reino do sul
- Judá terminou com a destruição de
Jerusalém em 586 a.C. e subseqüente ao cativeiro
babilônico de 70 anos. Mais tarde o reino do Sul foi reavivado
quando homens como Neemias, Esdras e Zorobabel voltarem do exílio.
Elias foi chamado por DEUS para ministrar ao reino do Norte
no tempo em que Acabe era o rei de Israel. Por isso, é
importante montar o cenário da história dessa
nação para compreendermos o ministério
de Elias e o seu profundo significado espiritual.
Vamos
conhecer a história desses reis que sucederam Acabe
Acredito que conhecendo a realidade
histórica do reino do Norte, poderemos perceber a profundidade
da promiscuidade espiritual que envolvia esta nação.
Jeroboão
- I Rs 13.33: Jeroboão
promoveu abertamente a idolatria em Israel. Reinou por 22 anos
como um homem enganador e assassino. O reino do norte teve um
mau começo com Jeroboão. Então, veio Nadabe,
seu filho e sucessor, o qual reinou em seu lugar (I Rs 14.20;
15.25)
Nadabe
– I Rs 15.26: Foi
um péssimo rei, tanto no aspecto moral como no espiritual..
Foi assassinado por seu sucessor – I Rs 15.27-28
Baasa
– I Rs 15.29-30:
Baasa foi um rei ímpio, assassino e governou Israel por
24 anos. E então? I Rs 16.7,8. A história de Israel
nesse tempo foi marcada por derramamento de sangue e assassinatos,
conspirações e maldade, intriga, imoralidade,
traição, engano, ódio e idolatria. Tudo
isso prevaleceu por seis escuras e ininterruptas décadas
em Israel.
Elá
e Onri – I Rs 16.6-10:
Precisamos ver que tipo de rei foi Elá? Um rei cujo coração
não havia o temor de DEUS. Descrito como um rei idólatra
que irritou a DEUS (I Reis 1.13). Zinri, servo de Elá
conspirou contra ele e o matou (I Rs 16.9.10). Parece que estamos
diante de uma história monótona, mais não
é! Aqui podemos ver DEUS permitir todas essas situações
para constituir o cenário para o ministério do
profeta Elias. Se tudo isso já não fosse ruim,
dê uma olhada no que se diz de Onri – (I Rs 16.21-26,28).
Apesar de todo o derramamento de sangue, da idolatria e impiedade
dos reis que o antecederam, o escritor diz que Onri “fez
pior do que todos quantos foram antes dele”. E aí
chega seu filho Acabe. Veja que dinastia é essa! Assassino
dando lugar a outro assassino.
Acabe
e Jezabel: Em 1 Reis 16.31
somos apresentados a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios.
Mesmo sem saber o que vem a seguir, este evento nos dá
uma pista da importância dessa mulher na história
de Israel, pois em nenhum outro evento antes desse temos a menção
do nome das esposas dos reis. Agora, de repente, recebemos informações
não apenas do próximo rei. Acabe, como também
do nome da mulher com quem se casou, Jezabel.
Por
que a Bíblia destaca a ascendência de Jezabel?
Primeiro:
porque ela era o parceiro dominante no casamento. Quem realmente
mandava no reino era ela. Acabe era completamente dominado por
Jezabel. Ela era o poder por detrás do trono. Analisando
bem, o governo de Acabe era um governo de saias.
Segundo:
Jezabel introduziu o idolatria a Baal.
Baal era adorado como o deus da fertilidade e da chuva. O pai
de Jezabel, Etbaal, era de Sidom; na verdade, ele era o rei
dos sidônios. A adoração a Baal, que teve
início com os cananeus, existia há tempos naquela
parte do mundo. Mas a verdadeira adoração a Baal
não havia encontrado eco entre os israelitas até
que fosse introduzida por meio do casamento de Acabe com Jezabel.
Um
cenário como esse requer a presença de um profeta
Se você prestar atenção
em Jezabel, você vai notar que esta mulher exibia todas
as marcas da possessão demoníaca e, de acordo
com o registro de seus feitos, era realmente a enviada de Satanás
para seduzir o povo de DEUS a práticas que feriam o testemunho
de DEUS no meio do Seu povo.
No aspecto espiritual este foi
um tempo de desespero e decadência espiritual, pois houve
uma e completa separação entre DEUS. A Bíblia
diz que Acabe “Fez ... o que era mau perante o SENHOR,
mais do que todos os que foram antes dele”. No hebraico
a palavra “mau” significa “maligno”,
isto é “mau em sua natureza, influência ou
efeito”. Ainda diz “Como se fora coisa de somenos
andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou
por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios;
e foi, e serviu a Baal, e o adorou. Levantou um altar a Baal,
na casa de Baal que edificara em Samaria. Também Acabe
fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações
para irritar ao SENHOR, DEUS de Israel, do que todos os reis
de Israel que foram antes dele. Acabe é descrito nesse
texto como o rei mais maligno na história de Israel;
adorador de Baal e ainda que fez coisas para irritar a DEUS
(1 Reis 16:30-33). Essa é uma situação
que exige um profeta de DEUS; onde aqueles que deveriam estar
a serviço de DEUS estão servido Satanás.
Quantos homens foram chamados para serem usados por DEUS e estão
a serviço do inimigo. Talvez, a maior tragédia
que alguns enfrentarão diante do trono de CRISTO será
saber que apesar de DEUS ter lhes escolhido eles não
escolheram a vontade de DEUS.
Continua
no próximo estudo.
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